Comissão Técnica do Eixo Dendê Baixo Sul realiza visita técnica em Una

A Comissão foi conhecer o Híbrido Intraespecífico (HIE) que possui características físico-químicas interessantes para produtores de dendê.

A Comissão Técnica do Eixo Dendê do Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável e Solidário (CODETER) Baixo Sul, realizou nesta segunda feira (13), uma visita técnica à Estação Experimental Lemos Maia (ESMAI/CEPLAC), localizada no município de Una, Sul da Bahia.

O objetivo da visita realizada pela Comissão foi conhecer a nova variedade de dendê, o Híbrido Intraespecífico (HIE OxG). Estiveram representando a Comissão o Engenheiro Agrônomo Adailton Francisco, coordenador do CODETER/Eixo dendê, o Técnico Extensionista e Secretário de Agricultura do município de Taperoá, Gerval Teófilo, a Engenheira Agrônoma Ana Cristina, Representante da SDR/Bahiater, o Presidente da Federação das Associações do Jequiriçá, Dilson Neves, o Secretário de Desenvolvimento Econômico do município de Camamu, Pedro Tavares e o Presidente da Câmara de vereadores do município de Taperoá, Derivaldo Marcos, o “vereador Dedel”.

A equipe do Baixo Sul foi recebida pelo chefe da ESMAI/CEPLAC, José Inácio Lacerda Moura, que é Engenheiro Florestal pela Universidade Federal do Paraná, Mestre em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa e Doutor em Entomologia Agrícola pela UNESP/Jaboticabal. Na oportunidade, os visitantes aproveitaram para conhecer a área de processamento e beneficiamento do dendê, desde a debulha, passando por todos os processos, até o produto final, apresentado por Inácio como um azeite de altíssima qualidade, pelas características físico-químicas apresentadas pós processamento.

Para o pesquisador, é pertinente citar que não só as boas características nutricionais do HIE merecem destaque, mas sim, suas qualidades agronômicas, tais como o baixo porte e resistência moderada a pragas e doenças. Segundo Inácio, “o porte baixo do HIE permite minimizar custos de colheita e a introdução do HIE em sistemas agroflorestais e/ou juntamente com a implantação de cacauais poderia trazer ganhos econômicos e, naturalmente sociais.”

Já Adailton Francisco avalia que “é preciso forte mudança comportamental para que haja aceitação desta nova variedade pelos agricultores e mercado consumidor deste novo azeite de dendê”, justificada, segundo o Agrônomo, pela “forte relação cultural da dendeicultura no território Baixo Sul”.

Após a visita, foi cogitada pela Comissão Técnica do Eixo Dendê, a possibilidade da realização de um seminário territorial para apresentar a nova variedade aos agricultores do Baixo Sul.

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