5G: entenda a nova tecnologia de conexão de dispositivos

Estimativas apontam que a quinta geração das redes móveis (5G) proporcionará velocidades de conexão e download de dados, entre 600 Mb/s a até 2 Gb/s.

Estimativas apontam que a quinta geração das redes móveis (5G) proporcionará velocidades de conexão e download de dados, entre 600 Mb/s a até 2 Gb/s.

O 5G é a mais nova tecnologia de rede wireless (sem fio) que irá conectar carros, telefones, smartwatches, aparelhos domésticos, casas inteiras e outros dispositivos móveis nos próximos anos.

A rede, vem sendo desenvolvida desde os anos 2000 para ser a sucessora do 4G. Testes de implementação da rede foram feitos em 2019 porém, por nem todos os aparelhos móveis que temos atualmente terem suporte para esse tipo de conexão, a sua expansão é limitada.

Grandes empresas de desenvolvimento tecnológico, como a Intel, fecharam parcerias para produzir processadores e dispositivos compatíveis para a realidade das conexões em em grande escala prometidas pelo 5G.

Estimativas apontam que a quinta geração das redes móveis proporcionará velocidades de conexão e download de dados, entre 600 Mb/s a até 2 Gb/s. Porém, é bem provável que grande parte da população não fará uso, nem terá condição de pagar pelos planos de internet 5G, que no início serão bem caros. A velocidade de dados é muito grande para ser utilizada por um usário padrão e a rede acabaria por ser subutilizada.

Por isso, a velocidade de circulação de dados é apenas um efeito adicional do real propósito para o qual o 5G foi pensado: a quantidade de dispositivos conectados.

Internet das Coisas (IOT)

O conceito de Internet das Coisas consiste em uma variedade de dispositivos móveis e sem fio, conectados à internet. Isso vai desde os mais comuns como smatphones, computadores e TVs, até os menos convencionais como lâmpadas, geladeiras, aspiradores de pó, máquinas agrícolas e equipamentos de uso medicinal.

Um bom exemplo de tecnologia que recentemente migrou do mundo analógico para o digital e passou a compôr a Internet das Coisas são os relógios. Antes, um dispositivo limitado apenas à função primária de ver as horas, se tornou praticamente um computador de pulso. Smartwatches, atualmente, tem funções diretamente ligadas ao uso de internet, como ligações e o envio direto de mensagens e até mesmo de monitoramento cardíaco do seu usuário.

Empresas como Google e Amazon já oferecem serviços de casas inteligentes, onde vários sensores detectam presença de intrusos, regulam a temperatura e até tocam músicas no ambiente doméstico.

Num futuro próximo, equipamentos hospitalares poderiam utilizar da IOT coletando dados do paciente coletados em seu smartwatchcou outras tecnologias vestíveis.

As aplicações são diversas, indo desde saúde, transporte e bem-estar à agricultura, pecuária, indústria e muito mais. E para dar conta de tantos dispositivos conectados de uma vez, a tecnologia 5G se faz necessária.

Alexa Smart House – Amazon

E no Brasil?

A tecnologia 5G ainda está dando seus primeiros passos ao redor do mundo. Geralmente os testes são feitos em grandes centros urbanos e até agora têm enfrentado desafios de implementação e qualidade do sinal.

Num panorama geral, levará um tempo até que a tecnologia se torne popular. Algumas estimativas preveem que, até 2024, haverá cerca de 1,9 bilhão de usuários e que a cobertura poderá chegar a 65% da população mundial.

No Brasil, as operadoras Claro, Vivo, TIM e Oi declararam em 2018 que não farão corrida pelo 5G no Brasil.

O governo federal afirma que o leilão das frequências 5G acontecerá ainda esse ano. Serão leiloadas três frequências:  3,5 GHz, com 200 MHz de capacidade; 2,3 GHz, com 100 MHz de capacidade; e as sobras da faixa de 700 MHz, com 10 MHz de capacidade. Isso se o leilão não for adiado mais vezes.

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