Eritrócitos Alto: Causas, Diagnóstico e Tratamentos Eficazes

Ter eritrócitos altos no sangue pode acontecer por motivos simples, tipo desidratação, ou indicar algo mais sério, como policitemia vera. Dá pra descobrir rapidinho se há um problema olhando seu hemograma e conversando com um médico pra entender se esse aumento é só passageiro ou se precisa de tratamento.

Close-up de glóbulos vermelhos em um vaso sanguíneo com alta concentração.

Neste texto, você vai entender o que esses números querem dizer pra sua saúde. Também mostro os sintomas mais comuns, como os médicos chegam ao diagnóstico e o que pode ser feito, desde atitudes simples até tratamentos mais específicos.

Eritrócitos Altos: Significado, Sintomas e Diagnóstico

Ter eritrócitos altos significa ter mais hemácias (glóbulos vermelhos) do que o esperado no sangue. Isso geralmente aparece no hemograma e pode vir junto com alterações na hemoglobina e no hematócrito.

Essas alterações ajudam a explicar sintomas como fadiga e tontura. Não é raro ficar meio perdido ao ver esses termos, mas calma, dá pra entender.

O que são eritrócitos e sua função no organismo

Eritrócitos, também chamados de hemácias ou glóbulos vermelhos, transportam oxigênio dos pulmões para os tecidos. Cada célula tem hemoglobina, uma proteína que carrega o oxigênio; sem ela, o transporte fica bem comprometido.

As hemácias também ajudam a remover parte do dióxido de carbono e a manter o equilíbrio ácido-base do sangue. Quando o número dessas células aumenta, o sangue pode ficar mais grosso.

Isso pode deixar o fluxo sanguíneo mais lento em vasos pequenos, o que às vezes causa dor de cabeça ou tontura. Não é uma sensação agradável, né?

Um aumento pode ser só uma resposta simples, tipo desidratação, mas também pode indicar uma eritrocitose crônica que merece investigação.

Valores normais e critérios para eritrocitose

Os valores mudam conforme o laboratório, idade e sexo. Geralmente, considera-se aumento quando:

  • Homens: eritrócitos acima de ~5,5 milhões/µL.
  • Mulheres: eritrócitos acima de ~4,8 milhões/µL.

Outros dados do hemograma, como hemoglobina e hematócrito elevados, também ajudam a identificar eritrocitose. Existem dois tipos principais: primária (como policitemia vera) e secundária (por exemplo, resposta à hipóxia ou tabagismo).

A diferença entre elas é importante pro tratamento. O médico vai comparar os resultados com sintomas, histórico (tipo tabagismo ou doenças pulmonares) e outros exames antes de bater o martelo sobre eritrocitose.

Principais sintomas relacionados ao aumento dos eritrócitos

Muitos casos leves nem dão sintomas. Mas, quando aparecem, os sinais mais comuns são:

  • Fadiga e fraqueza.
  • Dor de cabeça e tontura.

Pode rolar também visão turva ou sensação de formigamento. Esses sintomas vêm do sangue mais espesso e da circulação mais lenta.

Em situações mais graves, pode aparecer vermelhidão no rosto, coceira após banho quente ou até risco maior de coágulos. Sentiu falta de ar, dor forte no peito ou sinais de trombose? Melhor procurar atendimento rápido.

Um hematologista pode ajudar a entender se os sintomas vêm mesmo da eritrocitose ou de outra coisa.

Como é feito o diagnóstico com exames laboratoriais

O diagnóstico começa com um hemograma completo. Esse exame mostra a contagem de eritrócitos, hemoglobina e hematócrito.

Se os resultados vierem alterados, o médico pode pedir outros testes, como:

  • Gasometria arterial ou saturação de oxigênio pra ver se há hipóxia.
  • Eritropoietina sérica pra diferenciar causas primárias e secundárias.
  • Exames genéticos pra mutações associadas à policitemia vera (tipo JAK2).

Às vezes, entra na lista um histórico detalhado, imagem do tórax ou avaliação pulmonar pra buscar causas secundárias. Se houver suspeita de problema na medula óssea, pode ser indicada uma biópsia.

Pra não se perder, vale anotar os exames principais:

  • Hemograma completo
  • Hemoglobina e hematócrito
  • Saturação de O2/gasometria
  • EPO sérica
  • Testes genéticos (quando necessário)

Esses passos ajudam a descobrir se o aumento dos eritrócitos é passageiro ou se pede um tratamento mais específico.

Causas e Abordagens Terapêuticas dos Eritrócitos Altos

Eritrócitos altos podem surgir por problemas na produção das células ou como resposta à falta de oxigênio. O tratamento vai desde simples hidratação até procedimentos médicos ou remédios bem específicos.

Policitemia vera e outras alterações da medula óssea

A policitemia vera é uma doença da medula óssea em que o corpo faz glóbulos vermelhos demais, sem nenhum estímulo externo. Costuma envolver mutações genéticas, como JAK2, e pode aumentar o risco de trombose.

Outras alterações da medula, tipo leucemia mieloide crônica ou mielofibrose, também bagunçam a produção celular e podem causar eritrocitose. O diagnóstico depende de hemograma completo, teste molecular pra JAK2 e, às vezes, biópsia de medula.

Acompanhamento por hematologista é fundamental pra avaliar riscos e decidir o tratamento.

Desidratação, tabagismo e fatores transitórios

Desidratação deixa o sangue mais concentrado e pode aumentar a contagem de eritrócitos temporariamente. Beber água costuma resolver em casos leves.

Fumar aumenta a carboxi-hemoglobina e estimula a produção de eritrócitos; parar de fumar ajuda a normalizar os exames, mas pode levar algumas semanas ou meses. Outros fatores transitórios incluem uso de eritropoetina exógena e exposição ao monóxido de carbono.

Identificar e eliminar o fator costuma resolver a elevação, sem necessidade de tratamentos agressivos.

Doenças cardiovasculares, pulmonares e hipóxia

Doenças que reduzem a oxigenação, como DPOC, apneia do sono, insuficiência cardíaca ou doenças pulmonares intersticiais, levam o corpo a fabricar mais eritrócitos pra compensar a falta de oxigênio.

Viver em altitude ou estar exposto cronicamente ao monóxido de carbono também pode causar eritrocitose secundária. Tratar a causa respiratória ou cardíaca (com oxigenoterapia, CPAP, reabilitação) costuma diminuir a produção exagerada de glóbulos vermelhos.

Pra guiar o tratamento, entram na jogada exames como gasometria arterial, testes de função pulmonar e oximetria. E, cá entre nós, cada caso vai exigir um olhar bem individualizado.

Tratamentos disponíveis e acompanhamento médico

Os tratamentos mudam dependendo da causa. Na policitemia vera, por exemplo, geralmente se faz flebotomia terapêutica regular.

Às vezes, entra em cena a hidroxiureia. Em situações mais específicas, pode-se considerar até transplante de medula óssea.

Quando a eritrocitose é secundária, o foco é outro. Corrigir desidratação, parar eritropoetina exógena, largar o cigarro ou tratar DPOC e apneia com CPAP e oxigênio costumam ser as primeiras medidas.

Anticoagulantes não resolvem a raiz do problema. Ainda assim, servem para prevenir ou tratar tromboses quando necessário.

O acompanhamento envolve hemograma periódico. Também é importante ficar de olho nos sintomas e marcar consultas com hematologista ou pneumologista, dependendo do caso.

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