“Pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão” diz Bolsonaro sobre reabertura dos setores comerciais

Bolsonaro voltou a defender da reabertura apesar dos índices de fatalidade "Alguns acham que dava para diminuir o número de óbitos. Diminuir como?"

Bolsonaro voltou a defender da reabertura apesar dos índices de fatalidade “Alguns acham que dava para diminuir o número de óbitos. Diminuir como?”

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem em transmissão, que seu ex-ministro da saúde, Mandetta semeava o pânico entre as pessoas com o discurso sobre o isolamento, e voltou a defender a reabertura dos setores comerciais.

“Olha o problema que vamos ter pela frente. Vamos preservar vidas? Sim. Mas repito: quando resolveram lá atrás partir para o achatamento da curva… Lembra do Mandetta: vamos achatar curva, caminhão do Exército pegando corpos na rua, semeando pânico. O objetivo de achatar curva é que o Brasil se preparasse para que os hospitais pudessem atender os contaminados. Não temos vacina e remédio comprovado cientificamente ainda. Está sobrando leitos. Tem que começar a abrir”, disse Bolsonaro.

“A crise, morte, suicídio, depressão está chegando. Qualquer chefe tem de decidir [sobre reabertura]. Pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Tomar cuidado, sim. Houve neurose. Ninguém disse que não ia morrer, está morrendo gente, infelizmente, alguns acham que dava para diminuir o número de óbitos. Diminuir como? Devemos tomar cuidado com os mais velhos, mas, mais cedo ou mais tarde, esse idoso não está livre de ser contaminado pelo vírus. É a realidade”, acrescentou.

“Não sou garoto propaganda”

O presidente foi contaminado com o novo coronavírus e recentemente fez um segundo teste constatando que ainda era portador da doença causada pelo vírus. Em sua transmissão, tradicionalmente realizada às quintas-feiras no Youtube ou Facebook ele discursou enquanto exibia uma caixa de hidroxicloroquina na mesa.

“Não sou garoto-propaganda de nada, estou orientando procurar um médico e ver o que ele acha disso. E você decide, assina o termo e toma”, afirmou Bolsonaro, que, em seguida, sugeriu como a substância deveria ser tomada contra o coronavírus. “Tem que tomar no início. Tinha o protocolo anterior do ‘seu’ Mandetta que só podia usar cloroquina em paciente grave. Em caso grave não funciona”, disse o presidente. “Ainda tem estados que estão proibindo a cloroquina. Se não tem alternativa, por que proibir? Não tem comprovação cientifica de que não tem, e nem de que tem [medicamento eficaz para covid-19]. Tem muita gente, como no meu caso, que toma e vão embora os sintomas. Por que negar? Não tem outra alternativa. Imagina daqui um tempo. Vai ter comprovação científica mais cedo ou mais tarde. Os que proibiram, quantas mortes poderiam ser evitadas?”, questionou Bolonaro.

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