Já bateu aquela dúvida na hora de escolher entre seda, algodão ou linho pra comprar roupa ou trocar os lençóis? É normal.
Aqui, vou mostrar as diferenças mais práticas entre esses três materiais.
Assim, fica mais fácil decidir pensando no conforto, no clima e no cuidado com as peças.

Vamos direto ao ponto: cada fibra tem seu jeitinho.
Vou explicar de onde vêm, como se comportam no corpo e o que muda no toque, na respirabilidade e nos cuidados.
É pra você economizar tempo e escolher com mais confiança, sem enrolação.
O Que É: Seda, Algodão e Linho
Seda, algodão e linho são fibras naturais que viram tecidos com toque, resistência e jeitos bem diferentes.
Cada uma nasce de uma fonte própria e passa por processos de fabricação que influenciam tudo: do preço à durabilidade.
Origem das fibras e plantações
A seda vem dos casulos do bicho-da-seda, o sericícola.
O pessoal cria os bichos em plantações de amoreira, já que as lagartas só comem essas folhas.
Eles colhem os casulos quando a crisálida tá pronta pra virar mariposa.
O algodão nasce nas plantas do gênero Gossypium.
As fibras crescem ao redor das sementes em bolotas chamadas carpósporos.
Plantações de algodão ocupam áreas enormes e precisam de bastante água e manejo.
O linho vem da planta Linum usitatissimum.
As fibras ficam no caule, não nas sementes.
O cultivo pede clima temperado e solo bem drenado.
Quando chega a hora, o caule inteiro é colhido, e as fibras são separadas do resto da planta, às vezes no braço mesmo.
Processo de fabricação
Na seda, eles desenrolam os casulos em fios contínuos, geralmente depois de escaldar.
O fio bruto vira tecido e pode ser tingido antes ou depois da tecelagem.
Tem várias técnicas, tipo seda crua ou mulberry, que mudam textura e brilho.
Já o algodão passa por descaroçamento pra separar sementes e fibra.
Depois, as fibras são cardadas, penteadas e fiadas em fios.
Esses fios vão pra teares ou máquinas de malharia e viram tecidos ou malhas.
No linho, o processo é um pouco mais trabalhoso.
O caule sofre rompimento, maceração e fiação.
As fibras costumam ser mais curtas e rígidas no começo, mas amaciam com o tempo.
Principais características das fibras
Seda tem toque macio, brilho perolado e é levinha.
Ela regula bem a temperatura, mas exige cuidados delicados e costuma ser mais cara.
Algodão é macio e superversátil.
Absorve bem, é fácil de lavar e ótimo pra roupa do dia a dia.
A qualidade dos fios varia bastante, dependendo da variedade.
Linho tem textura rústica e resistência de sobra.
Absorve muito e é superventilado, perfeito pra calor.
Com o uso, amacia, mas amassa fácil.
Comparativo: Seda, Algodão e Linho em Tecidos
Essas fibras se destacam em usos diferentes, seja pra roupas de verão, peças de luxo ou pra quem quer durabilidade.
Cada uma tem um toque, uma respiração e um tipo de cuidado.
Textura, toque e aparência
Seda tem brilho natural e é absurdamente macia.
Cai com fluidez—fica linda em vestidos de festa, blusas e lingerie.
Visualmente, é nobre e lisa, mas fios finos desgastam rápido.
O algodão é macio, mas mais encorpado que a seda.
Muda muito com a tecelagem: algodão penteado é mais suave, jeans é mais pesado.
É versátil, aceita vários acabamentos e estilos.
Linho é rústico e cheio de personalidade.
Os fios grossos criam aquela textura inconfundível.
Ele amassa fácil, mas isso faz parte do charme.
Quando mistura com viscose ou tencel, fica com caimento melhor.
Respirabilidade e absorção de umidade
Linho ganha fácil na respirabilidade.
As fibras deixam o ar circular e absorvem umidade, então é ótimo pra calorão.
Algodão também respira bem e segura o suor.
A secagem depende da gramatura: peças finas secam rápido, jeans demora mais.
Por isso, algodão encaixa bem em camisetas e roupas do dia.
Seda respira, mas absorve menos que linho.
Ela regula temperatura de um jeito interessante: refresca no calor e esquenta no frio.
Quando mistura com fibras sintéticas, tipo poliamida, perde um pouco dessa capacidade.
Durabilidade e manutenção
Linho dura bastante e amacia com o tempo.
Mas amassa e pode perder forma se esticar demais.
Sempre bom conferir a etiqueta antes de lavar.
Algodão aguenta bem o tranco, mas pode encolher e desgastar com muitas lavagens.
Se tiver mistura com sintéticos, tipo acrílico ou poliéster, o desgaste muda.
Jeans, por exemplo, pede cuidados próprios.
Seda é delicada, não tem jeito.
Precisa de lavagem suave ou até a seco, e não curte sol direto.
Misturas com viscose ou tencel facilitam um pouco a vida.
Se tiver nylon ou elastano, fica mais resistente, mas perde aquele toque natural.
Sustentabilidade e impacto ambiental
Linho costuma ter impacto ambiental bem menor.
Gasta menos água, menos pesticida e é biodegradável.
Pra quem liga pra moda sustentável, é uma escolha esperta.
Algodão convencional consome muita água e pesticida.
O orgânico melhora isso, mas nem sempre é fácil de achar ou barato.
Se misturar com poliéster, reciclar fica mais difícil e perde biodegradabilidade.
Seda é natural e biodegradável, mas o processo de produção pode gastar muitos recursos e químicos.
Tem alternativas, tipo tencel e modal, que vêm de celulose e gastam menos água em alguns casos.
Já fibras sintéticas, como poliéster, nylon e poliamida, aumentam o impacto ambiental e não são legais se você prioriza sustentabilidade.
Aplicações na moda e tipos de roupas
Seda aparece em peças formais: vestidos de festa, blusas fluidas e lenços.
O brilho dela realça qualquer look sofisticado.
Também é comum em lingerie e roupas de noite.
Algodão domina o guarda-roupa casual: camisetas, camisas, pijamas e jeans.
É prático, confortável e aguenta lavagens frequentes.
Linho reina nas roupas de verão: camisas, vestidos leves, calças e capas.
O caimento e a textura dão aquele visual natural e arejado.
Na alfaiataria leve, misturar linho com tencel ajuda a manter a forma sem perder a ventilação.
Misturas e inovações com outras fibras
Você vê muitas misturas pensadas para equilibrar desempenho. Seda com elastano ou poliamida, por exemplo, traz mais elasticidade e resistência.
Isso é ótimo pra roupas que precisam de ajuste, sabe? Algodão aparece junto do poliéster pra evitar amassados e baratear a peça.
Quando misturam algodão com modal ou tencel, o tecido fica mais macio e segura melhor a cor. Jeans modernos quase sempre levam um pouco de elastano pra dar mobilidade.
Linho misturado com viscose, tencel ou algodão ganha caimento melhor e amassa menos. Já tecidos que misturam poliéster ou acrílico ficam mais duráveis, mas reciclá-los depois vira um desafio.
Vale a pena olhar a etiqueta de composição pra entender como cuidar direitinho e pensar no impacto ambiental da roupa.