Professores de rede estadual de SP fazem protesto contra volta das aulas presenciais

Educadores entendem que as escolas estaduais não possuem estrutura para seguir protocolos sugeridos pelo governo

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Um grupo de professores da rede pública estadual de São Paulo fizeram na manhã desta quarta-feira uma carreata contra a volta às aulas presenciais previstas pelo governador João Doria, para retornarem no dia 8 de setembro.

Os professores também cobraram pagamento de salário e auxílio emergencial aos professores temporários, remunerados apenas pelas aulas efetivamente dadas. Como não está havendo aulas durante a quarentena, esses servidores estão sem salário.

O ato foi organizado pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Os docentes fizeram o protesto de dentro dos carros para evitara aglomerações. Os veículos tinham adesivos ou bandeiras com palavras de ordem como “em defesa da vida” e “salário e auxílio emergencial já”.

O ato terminou no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

João Doria

Sobre o protesto, o governador João Doria (PSDB) afirmou que os atos da Apeoesp têm viés político. “A deputada estadual que comanda a Apeoesp tem um viés que ela pratica sempre que possível à frente desta associação. Posso assegurar que a posição emanada aqui não é majoritária no professorado de São Paulo. É parcial. O diálogo sempre existiu, nunca foi limitado o acesso seja ao secretário Rossieli Soares e ao secretário-executivo. Em relação aos temporários, é uma circunstância. Não faz sentido que o dinheiro público seja utilizado para pagar quem não está trabalhando, porque uma pandemia não permite. Quero deixar a manifestação de profundo respeito aos professores e gestores”, disse o governador.

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