Feder recusa liderança do MEC

Em rede social, o secretário agradece o convite do presidente e que diz continuará no cargo atual e deseja sorte ao governo

Em rede social, o secretário agradece o convite do presidente, diz que continuará no cargo atual e deseja sorte ao governo

O secretário da Educação do Paraná, Renato Feder, anteriormente cotado para ministro da Educação, postou em suas redes sociais neste domingo que não irá exercer o cargo.

Na postagem, Feder afirmou ter recebido o convite do presidente Jair Bolsonaro para assumir o MEC mas que recusou e segue com o projeto no Paraná.

“Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná. Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”, escreveu Feder.

Repercussão negativa

Antes mesmo de Decotelli ser anunciado como ministro, o nome de Renato Feder já era cotado para ocupar o cargo. O convite do presidente causou reações diversas em segmentos ideológicos do governo. A ala religiosa, se opôs a nomeação desde o primeiro momento.

Um dos principais motivos da resistência à nomeação de Feder é sua doação de R$ 120 mil para que João Doria (PSDB) concorresse à Prefeitura de São Paulo, quatro anos atrás. Hoje governador de São Paulo, Doria é um dos principais rivais do presidente.

Também pesou contra a nomeação do secretário suas acusações de sonegação fiscal por não ter recolhido R$22 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da empresa Multilaser, da qual é sócio.

A polêmica tomou outro patamar diante da repercussão de um livro escrito por ele em 2007, “Carregando o Elefante – Como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”, feito em parceria com Alexandre Ostrowiecki. Na 10ª página do livro, ele dedica a obra “ao dinheiro”.

“Este livro é dedicado ao dinheiro, não pelos bens materiais que se pode comprar com ele mas, sim, enquanto embaixador da produção, do valor e da troca justa. O sistema baseado no dinheiro certamente tem problema. Não são poucos. Mas ele é o melhor já concebido pelo homem e foi o que mais contribuiu para nos tirar do mundo dominado pela fome, guerra e doença. Ao dinheiro, símbolo da criatividade humana e da vontade de homens e mulheres de melhorar de vida”, escreveu.

Na manhã deste domingo, Feder se em relação à publicação dizendo que “evoluiu desde a juventude”.

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