Rui Costa celebra Independência da Bahia e comenta pandemia

"Nós resolvemos tratar uma pandemia dessa em homeopatia. E, por isso, estamos pagando em vidas" afirmou Rui Costa durante cerimônia simbólica de 2 de Julho

“Nós resolvemos tratar uma pandemia dessa em homeopatia. E, por isso, estamos pagando em vidas” afirmou Rui Costa durante cerimônia simbólica de 2 de Julho

O governador Rui Costa e o prefeito de Salvador, ACM Neto participaram de um ato simbólico no Largo da Lapinha nesta quinta-feira (2), em celebração à Independência da Bahia.

Rui Costa lembrou que o país já chega a 120 dias enfrentando o vírus “com homeopatia”, sem tomar “o remédio amargo de uma vez”, sinalizando que deveria ter ocorrido um acordo comum nacional para decretar lockdown.

“Chegamos aos 120 dias. Nenhum país do mundo ficou tantos dias nessa situação, tentando conter o vírus. Fechando, abrindo. Ninguém sabe se fecha, se abre. E todos chegam a exaustão. Todos que estão desde o início colocando a vida humana como prioridade chegam a exaustão, às vezes psicológica, pelo volume de pressão que começa a ter pela dispersão de opiniões que se estabeleceu no Brasil.”

Rui Costa comentou ainda a situação dos prefeitos que “têm se sentido extremamente pressionados porque tem uma voz nacional que diz que é para abrir”

“Eu digo sempre que, na humanidade, os asiáticos souberam enfrentar isso muito melhor do que o ocidente. Encararam o vírus desde o início como uma coisa muito séria, gravíssima, tomaram remédio amargo de uma vez, fecharam e conseguiram superar o vírus. Nós resolvemos tratar uma pandemia dessa em homeopatia. E, por isso, estamos pagando em vidas humanas, em empregos, em renda, muito mais altos do que deveríamos pagar”, afirmou o governador.

Reabertura

O gestor também questionou o argumento dos empresários e projetou o dobro de mortes no estado em caso de uma reabertura sem obedecimento de critérios científicos.

“Há um limite aceitável para essas pessoas de número de mortes que podemos aceitar para abrir tudo de qualquer jeito, dizendo apenas que vão tomar cuidados. É aceitável 1.500 mortes por mês? É porque não tá aberto. Se abrir, vão ser 3.000 por mês? Vamos compartilhar essa decisão com a sociedade. Fica parecendo que aqui tem autoridades que decidem sozinhas. O que a sociedade baiana quer? Quer admitir 3.000 mortes por mês? Vai dobrar. Uma semana depois que a gente abrir, vai dobrar”, disse.

“Ninguém pode dizer que não sabia o que ia acontecer. Nós sabemos o que vai acontecer Espero que a gente possa refletir para tomar as decisões acertadas e que Deus nos abençoe”, declarou.

Desde o começo da pandemia, a Bahia já registrou 76.485 casos confirmados da Covid-19, com 1.902 óbitos. No momento, são 50.924 já são considerados recuperados e 23.659 casos ativos.

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