São Paulo reabre hoje bares, restaurantes e salões de belezas

São Paulo foi classificada na fase amarela do plano estadual de flexibilização gradual da economia, que autoriza a reabertura destes setores

A capital foi classificada na fase amarela do plano estadual de flexibilização gradual da economia, que autoriza a reabertura destes setores

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) anunciou que estes serviços poderão reabrir com 40% da capacidade, seguindo os protocolos de segurança.

Será feita a triagem rápida diária dos funcionários, o funcionamento será até as 17h e o uso de máscara é obrigatório dentro de bares e restaurantes sendo retiradas apenas nos momentos de alimentação. Já os salões de beleza devem funcionar até 6 horas por dia, também com 40% da capacidade.

Fase amarela

A cidade de São Paulo se encontra atualmente na fase amarela do Plano SP, criado a partir da atuação coordenada do Estado com municípios, setores produtivos e a sociedade civil, com o objetivo de implementar ações estratégicas de enfrentamento à pandemia do coronavírus no estado.

Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Adiciona-se à lista salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados apenas para atendimento ao ar livre. Academias e eventos que gerem aglomeração continuam com abertura suspensa.

A decisão do prefeito preocupou especialistas da área da saúde. O médico da saúde da família, Aristoteles Cardona avalia que a reabertura não é totalmente segura.

“É preocupante (a reabertura) porque os números [de casos e mortes por coronavírus] ainda estão crescendo. Provavelmente nos próximos 15 dias sentiremos o impacto disso – neste período, poderemos ver um número de casos e mortes que não esperávamos para o momento”, comentou o médico.

Assegurar que os consumidores e trabalhadores estarão protegidos nestes casos é uma situação complexa, segundo Cardona. “Em bares e restaurantes você vai estar bebendo, conversando, comendo. Além dos garçons e garçonetes que estarão trabalhando. Não consigo imaginar uma forma realmente segura para estes estabelecimentos atuarem”, pontua.

Embora São Paulo seja o estado com maior número de casos (310.702) e mortes (15.694), o governador João Doria (PSDB) incluiu o funcionamento de academias de ginástica e eventos na chamada fase amarela da reabertura, o que também é um fator de atenção, de acordo com Cardona.

“Esses serviços não são essenciais e essa reabertura é muito arriscada. Seria preciso buscar outras maneiras de manter a economia se movimentando. Academias, por exemplo, representam aglomerações de pessoas emitindo gotículas de saliva, de suor, é muito preocupante”, conclui.

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